Só pensando: “Para ser definido
como cristão, uma pessoa tem que obrigatoriamente crer nas verdades proclamadas
pela fé cristã, ou seja, precisa crer que Jesus é Deus; precisa crer que Deus
se fez homem; precisa crer que Jesus ressuscitou dos mortos. É necessário crer
que as Sagradas Escrituras contêm mais do que valores morais ou regras de boa
convivência. Para os cristãos, "Deus fala ao homem à maneira do
homem" (CIC 109), pela Sagrada Escritura. Além de crer nas verdades
cristãs, um cristão autêntico não pode crer no que a Igreja claramente condena”.
(Padre Paulo Ricardo)
E quanto ao fazer parte da Igreja
Católica Apostólica Romana?
Aqui seria só uma postagem sobre
esse ponto, mas, fazer parte de algo nos insere em suas verdades. Porém, para
me inserir preciso conhecer com profundidade aquilo que digo ser. Se dizer
parte da Igreja Católica, ou como se diz: ser Católico... Nesta afirmação
esperasse que esteja contida toda a plenitude da minha vida. Fazer parte da
Igreja Católica é comungar com as verdades e ensinamentos contidos nela, é
professar com a vida a fé que professo com as palavras. É acreditar em toda a
sua totalidade e não apenas naquilo que me convém, não em partes, mas, com
totalidade. É aderir ao projeto de Deus, segundo o Magistério da Igreja, e
negar aquilo que não faz parte deste projeto. Ser Católico implica renúncias,
ser Cristão implica renúncias.
Mas, o que significar acreditar?
Aceitar, estar ou ficar convencido da veracidade, existência
ou ocorrência de (afirmação, fato etc.); crer.
Geralmente usamos a frase Eu acredito em Deus, mas, em que
sentido acreditamos, ou nos basta só acreditar? Acreditar no sentido de aceitar
e de estar convencido de sua veracidade, me parece ser impossível afirmar tal
fato sem desejar ardentemente me relacionar com Ele. Ser convencido de sua
veracidade implica em tê-Lo experimentado como verdade em minha vida em algum
momento. E quem experimenta a potência de Seu amor não deseja outra coisa que não
seja permanecer neste amor. É o encontro do Amante – Deus – com o Amado – nós,
seus filhos. E permanecer neste amor nos insere numa relação, num
relacionamento com Deus, entretanto, esse relacionamento exige de nós
renúncias, talvez até acreditamos em Deus, porém, não o bastante para se lançar
num relacionamento pessoal com Ele, pois, temos medo de perder aquilo que
acreditamos ser e possuir. Temos medo das renuncias, às vezes a nossa auto-
suficiência nos impede de um relacionamento com a nossa totalidade, pois,
desejamos nos preservar. Preservar nossa liberdade, ou aquela que acreditamos
ser liberdade. Então, muitas vezes limitamos esta fé, este relacionamento.
Acreditamos, porém, porém, porém... Quem ama não deseja outra coisa a não ser
estar com a pessoa amada.
Enfim, quando nos apaixonamos desejamos ardentemente estar com
a pessoal a qual roubou nosso coração. Passamos tempo pensando em como conquistar,
o que fazer para agradar. Mudamos hábitos, adquirimos outros; queremos agradar,
possuir o outro. Adequamos a nossa vida ao outro, para fazer parte da vida do
outro. Então, amar a Deus implica em tudo o que foi dito acima ou não? Na
catequese semana passada perguntei aos meus catequizandos, como eles amam a
Deus, e os mesmos responderam:
- Rezando, dizendo que
o amo, com o sentimento.
E eu perguntei:
- Parece-me meio preguiçoso o nosso amor a Deus, não é?
E perguntei mais uma vez:
- E quando gostamos de alguém o que fazemos para conquistar e
agradar o outro? E foi um mar de respostas:
- Damos flores,
agradamos, somos atenciosos, carinhosos, sorridentes e simpáticos e etc.
Ou seja, falta-nos, talvez, um relacionamento íntimo com quem
amamos. Falta-nos, talvez, uma entrega total ao amado; falta-nos, talvez, um
amor na totalidade e na verdade. Deus foi quem primeiro nos amou, é quem
primeiro nos ama, mas, não pode adentrar na totalidade de nossas vidas sem uma
correspondência a esse amor.
“Eis que estou à porta, e bato; se alguém
ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e
ele comigo.
(Apocalipse 3:20)
Corresponder a esse amor significa, talvez, se perder nesse
amor. Deixar-se se enamorar; uma entrega sem reservas. E o fruto desta relação
é a ceia, a unidade. Quanto mais amamos, mais nos permitiremos ser amados. Não
é uma relação de troca, mas, de correspondência. E na liberdade desse amor
percebemos que tudo muda: o nosso olhar para o mundo, para as coisas mudam.
Passamos a ver o mundo com o olhar do amado, pois, a esta altura nos tornamos
um com Ele. Talvez neste ponto nos tornemos verdadeiramente cristãos, pois, aderimos
ao amado e O seguiremos, bem como, Suas verdades se tornam as nossas verdades.
Talvez neste ponto nos tornemos verdadeiramente Católicos Apostólicos, pois,
desejamos viver conforme as verdades contidas no Magistério da Igreja e talvez
neste ponto partimos rumo a nossa Santa viagem e trilhamos a nossa via de
Santidade tendo como destino o céu. Porém, o céu é aqui é agora, inicia no
relacionamento intimo com Deus. E uma vez experimentando ele não desejamos
outra coisa a não ser permanecer nEle. "O céu não nos espera depois da nossa
morte, ele esta a nossa disposição no momento presente de nossas vidas, basta
que correspondamos a Ele, que elevemos a nossa terra (a nossa vida) para
encontrar-se com o céu que bate a nossa porta".
Unida nesta reflexão,
Maria Amelia Aguiar.

Às vezes fico que perguntando se de fato sou cristã e o que ser cristã significa ser... Sou católica, mas, de fato o sou? O que significa ser da Igreja Católica? O que significa acreditar em Deus? Eu de fato amo a Deus? E quem ama o que faz por seu amado? Eu desejo o céu, mas, qual caminho eu tomo para chegar Lá?
ResponderExcluir...