O que é o Natal? Que data é essa?

 
Nesses dois dias as redes sociais estavam cheias de felicitações por um Natal Feliz. Todos que encontramos desejamos um Feliz Natal. E parece uma chuva de dizeres para lá e para cá... Mas, me deparei com um rapaz que trabalha de zelador no prédio de minha irmã, uma pessoa prestativa e sempre sorridente. Ela comprou uma lembrancinha para ele que entregou no dia 23, porém, neste dia descobrimos que o pai dele se encontrava na UTI de um hospital... e no dia 24 perguntei a ele como o pai estava e o mesmo me informou que ele tinha piorado. Neste momento já estava preparando a ceia natalina daqui da nossa família. E me bateu uma tristeza, por sentir a tristeza dele. Por ver sofrimento em seus olhos... e pensei: poxa que noite de natal triste. Eu aqui preparando nossa ceia natalina e ele não terá a oportunidade de comemorar este dia.
   
   Mas, depois me recoloquei diante de Deus, pois, talvez ele tenha mais oportunidade de viver plenamente a noite de Natal do que eu. Pois, o Natal É o próprio Cristo. É a encarnação do divino no humano, é a encarnação do rosto humano de Deus. O Natal é a comemoração da Misericórdia Divina, que tendo nos amado com imenso amor nos envia seu bem mais precioso para resgatar nossas almas e arrebata-las para Ele e n’Ele sermos um único povo, um único corpo uma única família.

   Portanto, também nas dores encontramos o rosto amoroso de Deus. Também em nossas dores se faz presente o Natal, talvez, principalmente nelas, pelo fato de ser o Natal a noite de encarnação de Cristo em nossas vidas. Este é o Natal: o encontro de céus e terras; humano e Divino; dor e amor; miséria humana e misericórdia Divina.

   Não lancemos nosso coração em “tesouros que a traça corrói”: Presentes, festas, farras e ceias grandiosas. Não ancoremos nesta noite, e em toda a nossa vida, o nosso coração nesses falsos tesouros, porque estando nosso coração ancorado neles, somente, encontraremos decepção e raiva. Se depositarmos nossas vidas e felicidade no humano e em coisas da terra, estaremos correndo o risco de viver sempre no vazio; na busca constante por algo, que muitas vezes desconhecemos; viveremos na periferia da nossa própria alma, da nossa existência.

   Antes de mais nada, celebrar significa promover, neste caso, que sejamos capazes de promover em nossos corações um ambiente aconchegante para receber, com honra e solenidade, Aquele que nele deve fazer sempre morada. O Natal é o momento de enaltecer aos olhos humanos o tesouro de nossas almas. É o momento de produzir uma festividade onde tenha, somente, o próprio Cristo como celebrante e homenageado, pois, a noite é d’Ele. A festa é d’Ele, e n’Ele deve estar ancorado nosso coração, independente, da situação humana a qual cada um se encontra; apesar das nossas dores e frustações, afim de que Ele reine na manjedoura da nossa alma.

   Além do mais, o próprio Cristo veio numa noite de adversidades. Maria foi barrada em vários estabelecimentos. Não encontrava lugar para ter o menino Deus. Porém, não fez cara feia e nem se frustrou por não o ter em uma maternidade de ponta ou numa cama limpa. Não bateu o pé e nem fez birra pela situação em que a Sagrada Família se encontrava, porque ela sabia que o essencial naquela noite não era luxo e nem conforto, o essencial não era ela e sim a chegada do Emmanuel, a chegada de Deus menino.

   Sem dúvida que, quando Deus enviou Seu Filho, já conhecia todas as dores da humanidade e já neste saber dele estavam nossas dores de hoje: as minhas e as suas caro leitor. E com seu imenso amor, também foi de sua permissão que seu próprio filho nascesse numa situação humanamente difícil, para nos mostrar que nada humano importa, que nada humano deve ocupar o lugar de Cristo, assim como não se ocupou o coração de Maria. Entretanto e sobretudo, assim como o fez Maria, o nosso coração e alma deve se ocupar somente do essencial: Jesus!

   Porém, afim de que não tenhamos mais um Natal “triste ou ruim”, se faz necessário aprofundar nossa alma com sabedoria Divina em sua verdadeira essência e razão de ser. Somente uma alma ancorada no humano pode esbravejar sobre o Natal, pois, este não é uma data meramente festiva. O Natal é o próprio Cristo. O Natal é Cristo, o Natal é Jesus. Portanto, tudo que se diz sobre o Natal, se diz do próprio Cristo.

    Dessa forma, vivamos a cada segundo construindo e preparando a manjedoura do nosso coração. Para que em nossas almas seja diariamente e constantemente noite de Natal. Imitemos, sobretudo, Maria, que nos ensina que na diversidade da vida devemos mirar nossa ação, vida e escolhas para Jesus. E somente desta forma, teremos grandes noites de Natal. Deixemos Jesus acolher nossas dores!

Um feliz Natal e unida neste desafio de fazer da alma manjedoura,
Maria Amelia Aguiar.


Comentários

  1. ...
    Dessa forma, vivamos a cada segundo construindo e preparando a manjedoura do nosso coração. Para que em nossas almas seja diariamente e constantemente noite de Natal. Imitemos, sobretudo, Maria, que nos ensina que na diversidade da vida devemos mirar nossa ação, vida e escolhas para Jesus. E somente desta forma, teremos grandes noites de Natal.
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