A tal da teoria
de gênero vem bombardeando todos nós de todos os lados, além das manifestações sociais
de todos os grupos e movimentos, o que me dá uma ideia de segregação, divisão e
de uma lacuna ainda maior na sociedade quanto aos seus valores e moralidade.
Parece
incoerente falar assim, já que esses movimentos são vistos como um avanço
social no âmbito social e de Direitos Humanos... Sim, não se pode negar suas
contribuições, mas, não são eles, no meu humilde ponto de vista, a salvação da
humanidade ou de todas as suas mazelas. Não queria me posicionar com relação a
isto, pois, a intolerância está tão gritante em todos os sentidos, que certamente
me chamarão de “homo fóbica” ou sei lá o que... Na verdade não somos tolerantes
a opinião do outro em nenhum campo.
Portanto, esses
movimentos sociais, para mim, não cumprem seu papel de agregar, ao invés,
segregam, e distanciam ainda mais uns dos outros. Criam-se um campo de guerra
onde evidencia que o diferente de mim é de fato diferente de mim, e eu de fato
sou diferente dele. E o outro deve respeitar minha diferença, mas, eu não
respeito à diferença do outro. No mínimo incoerente.
Pois, se eu não
posso me posicionar quanto o meu ponto de vista sobre o ato homossexual, sobre
a ideologia de gênero ou sobre a cota para negros... Se me sinto impelida de não fazê-lo
para não gerar no outro o direito de me processar ou para não gerar uma guerra
digital ou não ser agredida verbalmente, é porque algo na democracia e na
liberdade de expressão e no respeito à opinião do outro não funciona. É porque
a intolerância só é intolerância quando eu não sou aceito, mas, quando não
aceito o outro não é intolerância, virou direito... Confuso? Sim! Incoerente?
Sim!
Pois bem, não
sou nem feminista e nem machista e não mais sei lá qual seja as outras
denominações sociais... Sou cristã e sendo cristã sou a favor da vida, do
respeito ao próximo, do acolhimento do outro. Sou a favor do bem comum, do
respeito e do ser humano.Quando no
evangelho Jesus diz que devemos nos unir ao outro e nunca ao pecado do outro.
Ele nos pede que o amor e a acolhida ao outro seja sempre o norte da nossa vida
cristã. Mesmo que, o outro não viva conforme os mandamentos, mas, o outro deve
ser sempre acolhido, respeitado e a vida prezada e valorizada. O outro, devemos amar o outro, mas, não nos unir e nem amar o pecado do outro. E assim, o Papa
nos pede, nos lembrando dos ensinamentos de Jesus e a nossa vocação para o Amor
Fraterno.
Visto que, as leis humanas não são, de todo, capazes de mudar o comportamento do homem, pode até coibir por um tempo, porém, não é capaz de mudar o outro como o todo. Somente uma educação para a Fraternidade será capaz de mudar o homem, pois, somente se colocando de fato no lugar do outro ele será capaz de viver pelo outro, de respeitar o outro e de gerar uma cultura de vida e de paz.
Não existirá,
portanto, Igualdade e liberdade, sem ter como base desses dois direitos a
fraternidade. Elas serão sempre um ideal inatingível do ponto de vista
meramente humano e de leis e diretrizes. Porque, na base desses dois direitos:
Igualdade e Liberdade está a Humanidade, e esta só será capaz de gerar uma
mudança quando for capaz de sair do egocentrismo e critérios pessoais para ir
ao encontro do outro. Como o Papa Francisco nos convida: “Sair para as periferias
existenciais”.
Entretanto, para
sair para as periferias existenciais é necessário ter a consciência que as
diferenças existem, elas existem sim, mas, essas diferenças devem ser vistas
como riqueza e não como pobreza. A
riqueza da humanidade está em suas diferenças, pois, por meio delas somos
capazes de enxergar o outro que é diferente de mim, mas, no entanto é na sua
diferença igual a mim.
Seremos,
sobretudo, capazes de enxergar o outro e suas necessidades por meio de suas diferenças, pois, elas
nos afirmam aquilo que somos e aquilo que não somos. Talvez, o que venha
incomodando a sociedade globalizada e com uma ideia falsa de igualdade, seja
justamente, olhar o outro e perceber no outro minha própria diferença. Talvez,
a intolerância comece em nós mesmo, no incômodo que a minha percepção de ser
diferente do outro gere em mim, e com isto gera uma falsa ideia de igualdade.
Gera uma falsa ideia de superioridade ou de inferioridade. Gera uma falsa ideia
de felicidade fruto de ser aquilo que não somos. E com essas lacunas gera uma
sociedade segregada, agressiva e intolerante ao outro e muitas vezes a si
mesmo. E o fruto da intolerância a si mesmo é a violência ao outro.
Todavia, nada
mudará se não mudarmos as pessoas, os paradigmas delas e se não mudarmos a
educação que damos aos nossos filhos, que é muitas vezes incoerente e
hipócrita. Nenhuma lei será capaz de mudar a sociedade, se não se mudar a
humanidade. Isto sim é utópico, achar que somente as leis vão gerar uma
sociedade justa, pois, a paz, a justiça e o respeito são comportamentos humanos.
Esses comportamentos nascem primeiro no coração e mente do homem. E neles, lei
humana nenhuma é capaz de gerar uma mudança concreta e eficaz. É capaz sim,
como ferramenta, de tardar, de coibir ou de intimidar, mas, nunca de mudar.
Assim como, a
ideologia de gênero não mudará o fato de sermos Homens e Mulheres, não mudará
esta natureza biológica e real. Pode mudar o visual externo, mas, nunca mudará
a essência. Não mudará os órgãos e tecidos e toda estrutura molecular e
biológica que nos define enquanto homens e mulheres. Não mudará o fato de que
somente se nasce uma família a partir do homem e da mulher. Ainda não vi nenhum
clone bem sucedido, porque são necessários essas duas realidades naturais e
mistério Divino. E que lei nenhuma será
capaz de mudar esse fato, pois, independe da humanidade. O que depende da
humanidade é educar a humanidade para a fraternidade, para o respeito ao próximo.
Não se adquire respeito desrespeitando toda a natureza humana, todos os valores
de uma humanidade e nem seus referenciais. Não se pode mudar o mundo e seus
referenciais em detrimento de uma minoria.
No entanto,
quando falo aqui minoria, não me referi à relação de minoria como numa relação
de inferioridade, mas, em número. Deve
existir sim, o respeito à escolha do outro, ao modo de vida do outro. Porque devemos
zelar pelo bem maior que é a vida, a pessoa em si, mesmo que, não estejamos de
acordo com este modo de ser e de viver. Porém, o outro na sua diferença tem o
mesmo direito de ser igualmente tratado como eu na minha diferença, e nesse sentido somos iguais,
apesar de diferentes, pois, somos e fazemos parte da humanidade. Mas, a
humanidade como um todo, não deve ter seus referenciais mutilados e mudados,
para garantir a escolha pessoal dessa minoria. Tendo em vista que estas
mudanças por si só não mudarão o coração do homem, pois, é deste que nasce
todas as mazelas e maldades, bem como este dita o comportamento humano.
Assim como,
enaltecer a mulher não diminuirá a violência sofrida por ela, enquanto, nós
mães e pais criarmos nossos filhos mimados, egocêntricos, mulherengos e
desrespeitosos. Existe uma relação de uma geração educada sobre o ponto de
vista da superioridade feminina. São comerciais, novelas e filmes onde o homem
é enaltecido como idiota e machista, agressivo, e o mal da humanidade. Então,
vivemos como numa roda gigante, quem está em cima agora são as mulheres, e os
homens estão em baixo. Parece-me que algo continua errado. Não se deveria se firmar
algo diminuindo seu ”oposto”. Não se mudou a sociedade, mas, mudou apenas o
oprimido e o opressor. Porque dificilmente Igualdade e Liberdade terão sua
concretude sem a fraternidade como base. Porque sem a fraternidade há apenas
uma roda gigante, onde hora você é oprimido e hora você é opressor.
Desse ponto de
vista, educamos muitas vezes nossos filhos a terem medo dos homens porque eles
são mais capazes de cometer um ato de violência. Educamos nossas filhas presas
e para terem medo ou desconfiarem do homem. Mas, educamos igualmente nossos
filhos para olharem a mulher com respeito e zelo? Educamos nossos filhos somente para se
defenderem, e esquecemo-nos de educa-los para não serem os agressores e
opressores. Pois, não aceitamos a possibilidade de termos filhos violentos ou
ruins. E deixamos uma lacuna na educação deles. Portanto, eduquemos nossos
filhos para não serem protagonistas da violência e não só para não serem
vítimas. O futuro agressor, seja ele home ou mulher, pode está sendo educado por nós em nossos lares, e de forma errada.
Além do que, não
somente as mulheres são vítimas da maldade, assim, como homens também são
estuprados e violentados, porém, poucos denunciam. E também existem os que
sofrem violência por parte de mulheres. Quantas mulheres são violentas,
agressivas e abusam também sexualmente de crianças. Quantas mulheres matam seus
filhos em seu ventre? Por quê? Porque a maldade está no coração e nas razões
pessoais.
O que devemos é
mudar as pessoas... A educação dos nossos filhos. Sermos pais conscientes e
comprometidos com a mudança. Devemos ser pais amorosos, acolhedores e
participativos. Devemos ser uma sociedade comprometida com o bem comum, com o
próximo e menos hipócrita e brigar menos pela nossa fatia do bolo. Devemos
brigar pelo bolo todo. Ter um olhar alargado para a humanidade e ter
consciência de nossas diferenças, enquanto homem e mulher, e enxerga-las como uma riqueza, e não como
obstáculo. Somos todos complementares e esta diferença engrandece a humanidade,
pois, nos permite enxergar o outro. Igualdade sim, mas, em dignidade e
direitos.
Intolerância não
é construtiva em nenhuma instância e em nenhuma esfera. Ela impede o diálogo. Pois, nunca estaremos prontos a escutar o outro e seu ponto de vista e nuca poderemos com respeito falar o nosso ponto de vista. Assim como a violência,
ela não deve ser vista como diferente em nenhum aspecto: Seja de homem para a
mulher; da mulher para o homem; do adulto para a criança ou da criança para o
adulto. O aborto é uma violência, é agressão e assim como a mulher não quer
sofrer, também não seja ela protagonista da violência, tornando-se neste caso a
opressora.
Portanto,
enquanto formos capazes de enxergar apenas nosso ponto de vista, nossas razões.
Enquanto formos consumidores do respeito e não protagonistas, não haverá lei e
nem mudanças constitucionais que serão capazes de mudar a sociedade e o mundo.
Porque esses direitos serão apenas direitos, garantidos sim, porém, não capazes
de mudar a pessoa responsável por infringi-los. Somente uma educação para a
fraternidade em todos os âmbitos sociais e principalmente familiares será capaz
de mudar a humanidade que é, e sempre será à base dos direitos humanos.
Existe,
entretanto, uma regra de ouro entre as religiões que dão um pontapé inicial nesta
mudança: ”Não faça aos outros o que não gostaria que fosse feito a você e faça
aos outros aquilo que gostaria que fosse feito a você”.
Que tal termos
este princípio como o primeiro norteador da nossa vida, do nosso comportamento e da educação e vida dos
nossos filhos?
Pois, a falsa ideia de superioridade vem de berço, das relações familiares e da educação errada que damos aos nossos filhos, ou da falta dela. Paremos e façamos um exame de consciência sobre o nosso comportamento com os outros, pois, este será o referencial do comportamento dos nossos filhos com os que o rodeiam. Sejamos a mudança de hoje, para que eles sejam a mudança no futuro. Para que eles sejam protagonista de uma sociedade onde Igualdade, Fraternidade e Liberdade vivam numa relação simbiótica.
Pois, a falsa ideia de superioridade vem de berço, das relações familiares e da educação errada que damos aos nossos filhos, ou da falta dela. Paremos e façamos um exame de consciência sobre o nosso comportamento com os outros, pois, este será o referencial do comportamento dos nossos filhos com os que o rodeiam. Sejamos a mudança de hoje, para que eles sejam a mudança no futuro. Para que eles sejam protagonista de uma sociedade onde Igualdade, Fraternidade e Liberdade vivam numa relação simbiótica.
Unida neste
desafio,
Maria Amelia
Aguiar.
...
ResponderExcluirO que devemos é mudar as pessoas...
...