O mês
de outubro tem um brilho diferente no ano para mim. É um mês recheado de
comemorações e ricas lembranças, o que invade meu coração de nostalgia e certa
melancolia. É um mês que mais me fragiliza no ano, porém, é o que mais me fortalece,
é quando posso experimentar assim como são Paulo em 2 Coríntios (12:10): “Porque quando estou fraco então sou
forte”.
Mas, por que comecei essa postagem mesmo?
Pra dividir com vocês minhas lembranças e
minhas festividades neste mês que tanto amo.
Então, comecemos pelo começo. Primeiro é o mês
do aniversário do meu avô Luiz, e de quem tenho muita saudade, e onde começa
minha história. Ele nasceu dia 29 de outubro. E no dia 29 de outubro casaram-se
meus pais, não me recordo o ano, mas, acho que foi em 77. Em 29 de outubro de
1981 eu nasci. Em 29 de o utubro de 2003 eu noivei. E em 29 de outubro de 2004
eu me casei. E em 13 de outubro de 2005 nasce meu primeiro filho. Ainda em 29
de outubro nasceu meu primunhado (primo + cunhado) Fabinho. Tem o aniversário de minha cunhada Vana e além de primos e tios e amigos muito amados. O que preenche meu
mês de festividades e concentra muitos dos acontecimentos mais importantes da
minha vida.
Mas, também preenche minha alma de saudade, me
deixando mais sensível e fragilizada. Pois, são datas que trazem a marca da
presença de minha mãe, rica em protagonismo, paixão e amor. Então, vou ficando
ao longo do mês mais carente, mais filha do que mãe e mais menina do que mulher.
E hoje, agora a pouco, estávamos eu e Theodoro
sentados, e essas lembranças me invadiram a alma. E olhando uma foto dele com
mainha (esta ao lado) em seu aniversário de três anos, começamos a conversar. Recordar os
últimos encontros, as últimas palavras, as últimas comemorações juntas. E
olhando fixamente para a foto me recordava da belíssima alma de minha mãe.
Recordava-me, sobretudo, do seu brilho nos
olhos. Do seu sorriso largo e acolhedor. Da sua alma transparente. Da sua
afetividade e de seu imenso amor. Também, das conversas profundas e reflexões
juntas. Das trocas de confidências e de seus puxões de orelha. E da nossa
cumplicidade, da nossa intimidade e da nossa relação baseada numa unidade ao ponto
de pelo olhar, pelo sorriso, pelo tom da voz, pela expressão corporal ou pela
intuição nos lermos profundamente uma à outra.
Falta me faz seu brilho no olho ao me
encontrar, seus braços abertos para me receber, e sua felicidade em ter-nos
juntos, falta-me, portanto, o que a matéria pode me proporcionar: O cheiro, o
olhar, o sorriso, o abraço. O aconchego e o colo, o calor e a gargalhada. Essas
coisas que passam e que não permanecem, porque são temporais.
Entretanto, nessa minha fraqueza descubro minha
fortaleza em Deus, que é o único bem que não passa e que permanece vivo na
história, que é atemporal e nos alimenta com seu amor infinito. Único tesouro
que minha mãe nos deixou, e não teria no mundo bem mais precioso. Como lhe sou
grata.
Pois, tendo amado a Deus sobre todas as coisas,
e amando fielmente Jesus no próximo, ela nos deixou um rastro de luz. Uma força
motora de nossas vidas. Deu-nos um ideal pelo qual vale a pena viver. Possibilitou-nos
de experimentar a presença viva de Jesus entre nós, uma presença real e
concreta. E não meramente tradição, mas, vida. Não uma fé passiva, mais,
relacionamento ativo. Não um distanciamento, mais, uma intimidade profunda. Não
um esperar para receber, mas, uma reciprocidade entre dar e receber.
Fez-nos, portanto, nos enamorarmos por Jesus. Fez-nos
escolhê-Lo como esposo de nossas almas. Fez-nos apaixonados por Ele, por meio
de sua presença VIVA entre nós. Fez-nos experimentar a presença concreta d’Ele,
fazendo-nos construir uma relação pessoal e amorosa com Ele.
Sendo assim, posso dizer como São Paulo que
quando estou fraco é que me sinto mais forte. Pois, minha vida está em Deus, e
minha esperança está n’Ele. E por meio de meu amor a Ele, e pelo amor de minha
mãe a Ele, e da relação de comunhão e de amor entre nós, posso experimentar por
meio da presença d’Ele o afago amoroso de minha mãe.
Fazendo-me, portanto, ver como é concreto o
nexo entre os dois primeiros mandamentos: quanto mais amo a Deus, mais sou
capaz de amar o próximo, e quanto mais amo o próximo alarga meu amor por Deus.
Um amor não está dissociado do outro. Pois, todos nós somos um com Cristo,
desde que, participemos desta comunhão de amor.
Termino esta postagem com o coração de uma romântica
e enamorada, com o coração palpitando de amor pelo esposo de minha alma: Jesus.
Com a alegria de uma esposa enamorada por seu esposo. Com a gratidão de quem se
sente imensamente amada, com o desejo de amá-Lo sempre, e de reconhecer sempre
Sua presença e acolhê-Lo com minha vida, para dá-Lo ao mundo. Com borboletas no
estômago de quando estamos na presença do amado. Podendo, com o coração pleno
dizer: Mainha, muito obrigada por ser sempre um canal de amor e da presença de
Jesus, e obrigada Deus, por me permitir sentir o amor de minha mãe, por meio de
seu amor.
Portanto, obrigada mainha que deu sua vida para que soubéssemos que Deus existe e NÃO está morto!
Com amor,
Maria Amelia Aguiar.
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ResponderExcluirSendo assim, posso dizer como São Paulo que quando estou fraco é que me sinto mais forte.
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