Esse
ditado tem martelado na minha cabeça esses dias. E não é que ele tem força de
verdade na educação dos nossos filhos!
Pois
bem, algum tempo atrás li um livro chamado a Arte de educar as crianças de
hoje, detalhe que o livro foi escrito em 1964, porém, existem verdades que são
atemporais. E em um trecho dele o escritor fala que desde que a criança sai do
ventre inicia-se ali uma disputa de “poder”, pois, a criança por questão de
sobrevivência impõe aos pais seus desejos e instintos.
Porém,
cabe aos pais, desde que a criança sai do ventre, introduzir uma rotina para
esta criança. É de suma importância que se crie uma rotina para o bebê, e que
essa rotina seja respeitada. Essa rotina conduzirá nossos filhos, os deixarão
mais seguros, pois, criança necessita se sentir segura, protegida, amparada e
amada. E a rotina traz para a criança todas essas sensações.
Entretanto,
a criança que não tem rotina, trata, ela mesma, de se impor, de impor sua
interpretação de mundo, partindo de seus desejos, pois, isso a deixará segura.
Imaginem um rio sem margens. A margem do rio tem o papel de limitar sua evasão,
de contê-lo, caso contrário, ele avançaria, transbordaria, correria sem rumo,
ele devastaria, pois, necessitaria de encontrar ele mesmo seus próprios
limites.
Todavia,
os pais muitas vezes por se sentirem cansados, para facilitar a vida deles,
tomam o caminho mais fácil, que é o de se adaptarem a rotina que a própria
criança introduz, por não ter encontrado uma. Mas, uma vez que os limites não
ficam claros para as crianças, se cria um problema ainda maior, e que muitas
vezes foge ao controle dos pais, e por vezes eles perdem as rédeas da educação
dos filhos, e acabam delegando a eles (aos filhos) uma autoridade que eles não têm
maturidade e nem a eles pertencem.
Contudo,
a primeira coisa que, nós pais, temos que ter claro, ou seja, que o casal tem
que ter claro antes de ter os filhos, é que a vida após os filhos muda e muda
radicalmente e consentir com essa mudança é uma escolha, e uma escolha
pressupõe que outras possibilidades foram excluídas ou deixadas em espera. Portanto,
eu acredito que Deus sabiamente nos deu nove meses para nos prepararmos para
essas mudanças.
E uma
coisa que nos ajudou muito, a mim e a Alexandre, foi que durante a gestação do
nosso primeiro filho conversamos muito sobre nossas escolhas e nosso
direcionamento na educação dos nossos filhos e o como faríamos para que conseguíssemos
ser fiel as nossas escolhas, mas principalmente que, as nossas escolhas fossem
feitas partindo do ponto de vista que, os desenvolvimentos emocionais,
espirituais e intelectuais dos nossos filhos estivessem sempre como princípio
base delas. Então, não mais faríamos nossas escolhas pautadas em nós mesmos,
mas neles.
Logo,
o diálogo entre o casal é à base de toda a educação dos filhos. É inquestionável
a importância de que ambos estejam de acordo sobre a educação dos filhos, sobre
o papel de cada um nela, sobre as renúncias assumidas por ambos e sobre os
limites dados aos filhos. Pois, a criança sente onde não há concordância e se
utiliza dessa fragilidade para manipular os pais ao seu favor.
Então,
sugiro o diálogo, a rotina, os limites e, sobretudo, o não calar na educação
dos nossos filhos, pois quem cala, consente, ou seja, quem não assume a
educação, deixa que a criança assuma e consente com ela por omissão. Pois, bem,
depois voltaremos a falar da rotina e dos limites.
Unida à educação dos nossos filhos,
Amelia
Aguiar.

...
ResponderExcluirLogo, o diálogo entre o casal é à base de toda a educação dos filhos.
...