Assim na terra como no céu!

Estes dias, por se aproximar a formatura do pai em Direito, Theodoro me perguntou o que eu queria ser quando eu era criança e imediatamente eu disse que queria ser mãe, ser dona de casa e cuidar da família. 

Então ele me perguntou em que me formei na faculdade, e respondi que havia me formado em administração. Ele rapidamente me disse que fiz bem, pois, a mãe tem que administrar muitas coisas em casa, tipo contas, horário e etc., e que era muita responsabilidade.

Depois me lembrei de que certa vez, acho que tinha nove anos, conversando com Deus pedi a Ele que fizesse de mim outra Maria. Disse a Ele que estava pronta para gerar Jesus, se assim fosse da vontade d’Ele. Acabei-me de rir lembrando disto, e refletindo como nós, quando crianças, somos puros, radicais e prontos. E é por este motivo que Deus nos diz que para entrar no Reino dos céus devemos ser como elas.

Mas, fazendo uma reflexão mais profunda sobre este meu desejo, assemelho ele ao desejo de ser mãe. Pois, cresci numa família onde aprendi, com a vida em família, que ela é uma Comunidade de amor, onde Jesus é o centro, a cabeça dela, e que a mãe, assim como Maria que é mãe da Igreja, é mãe de uma Igreja doméstica. E que da comunhão familiar nasce o fruto dela que é a Comunidade de amor.

Sendo assim, a Igreja e a família geram, assim como Maria, Jesus no mundo, que é o fruto de uma comunhão, de uma comunhão que nasce de uma Comunidade de amor. Então, entendi que Deus acolheu meu pedido e fez-me outra Maria por meio da maternidade. Ele chamou, a mim e a Alexandre, a construirmos na nossa família uma Comunidade de amor. E sermos nós colaboradores de Deus na criação, permitindo que Deus derrame o divino no humano.

Desta forma, a família é inquestionavelmente uma “sociedade sagrada”, onde os esposos são chamados a unirem-se ao mistério da criação. Mas, muitos desconhecem a dimensão sobrenatural da família, não a reconhecem como uma comunidade de amor, mas, uma comunidade de interesses e objetivos em comum.

O matrimônio é uma união natural, porém de origem divina, controlada pelo Estado, mas custodiada pela Igreja; contrato civil, sim, todavia, antes, porém, sacramento divino. (Igino Giordani)


Portanto, sendo ela de origem divina, façamos na terra, como no céu. Miremos a relação Trinitária, que nasce da relação de amor entre o Pai, o Filho e o Espírito santo, comunidade genuína de amor, e procuremos viver aqui na terra segundo a imagem e semelhança da Santíssima Trindade, para fazer da família uma autêntica e sagrada Comunidade de amor.

Amelia Aguiar.

Comentários

  1. Desta forma, a família é inquestionavelmente uma “sociedade sagrada”...

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