
Nem de longe somo pais perfeitos, lógico, mas acreditamos
estar no caminho certo. E naquilo que temos consciência que precisa melhorar,
temos a coragem de recomeçar.
Desde adolescente, sabia que se fosse mãe, queria repetir
a educação que recebi. Quando namorava, com Alexandre, perguntei como ele
pensava em educar os filhos, e conversando sobre isso entendemos que devíamos
refletir sobre nós mesmos e, na verdade, encontrar os erros e acertos dos
nossos pais em nossa educação, não do ponto de vista de filhos, mas do ponto de
vista consciente e responsável, que esse papel exige.
Sempre tive consciência que os erros que cometi, foram
frutos das escolhas que fiz. Fruto do ato de fazer as coisas segundo a minha
vontade impetuosa e não ponderando os conselhos de meus pais, ou de não escutar
a voz de Deus que me gritava e eu teimava em não escutá-la. Digo isso porque,
lembro-me sempre que, em cada situação, quando precisava tomar uma decisão, lembrava-me
sempre de meus pais, de seus conselhos, dos riscos e consequências daquele
comportamento ou atitude, às vezes, a simples lembrança deles me fazia dar meia
volta. Por medo? Jamais, mas, por amor e gratidão, para corresponder ao amor deles por mim,
ao amor de Deus por mim, aos seus esforços e sacrifícios.
Então você poderia me perguntar, ou dizer, que não vivi
minha vida, e eu diria que sim, que a vivi e a vivo na liberdade e no amor, que
me faz sentir sua plenitude. Porque tudo na vida, ou no mundo tem uma razão de
ser e de existir, tem suas leis próprias, conforme a criação de cada uma delas. Que somos todos frutos uns das vidas dos outros, que não somos autossuficientes.
Que tudo que fazemos gera frutos e consequências na minha vida e na vida de
muitas outras pessoas, que somos responsáveis, não somente por nós mesmos, mas
somos responsáveis por muita gente e ter essa consciência faz com que eu me sinta
livre e ter um olhar ao largo. Assim fui educada, e assim educamos nossos
filhos.
Contudo é, no mínimo, ilusão pensarmos que somos autossuficientes,
independentes, que não devemos nada a ninguém. O egoísmo é tão antinatural, ou
seja, não faz parte daquilo que somos, nem da lei da criação do homem, que ele
causa uma desordem no mundo em que vivemos. E a falsa ideia de autossuficiência
que o homem tanto busca, gera consequências graves, em nós, nas pessoas ao
nosso redor, aos nossos filhos, pois, teimamos em criá-los nessa ilusão, na
natureza e na lei da vida.
Acredito que somos todos criados para a fraternidade, para a
comunhão, para as relações interpessoais, para ter um olhar voltado para o
outro, para sermos guardiões, protetores e condutores de tudo aquilo que existe
no mundo, inclusive, guardiões uns dos outros.
Por este motivo, temos dons, vocações, habilidades
diferentes, para que umas sirvam as outras, para que sejamos servos uns dos
outros, para que cuidemos uns dos outros, numa relação de reciprocidade – “Ninguém
pode esgotar unicamente em si todo o ser humano”, somos todos como peças de um
único quebra cabeça: O mundo – a humanidade. Se não tomarmos consciência disso,
onde iremos parar? Tudo aquilo que é desviado de seu curso natural, deixa sequelas,
perece. Corre o risco de ser extinto!
Bom, comecei essa postagem pra falar de dois pontos que
acreditamos, eu e Alexandre, ser de suma importância na educação dos filhos.
Mas, como já me estendi muito nessa postagem, deixemos para a próxima. Porém,
essa complementará a próxima.
“A caneta não sabe o que deverá escrever, o pincel
não sabe o que deverá pintar e o cinzel não sabe o que deverá esculpir (...) é
um instrumento...” (Chiara Lubich).
Maria Amelia Aguiar.
Contudo é, no mínimo, ilusão pensarmos que somos autossuficientes, independentes, que não devemos nada a ninguém...
ResponderExcluirAs pessoas não param pra pensar nessa diversidade que na verdade é complemento. Deus, na sua imensa perfeição, fez tudo pra se encaixar: O homem pra mulher, os dons uns para os outros...Por isso ninguém é capaz de viver sozinho e continuar são! Adorei essa postagem! Parabéns!
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