TER ou não TER...SER ou não SER?

Assusto-me com tantos programas direcionados aos pais, tipo: S.O.S Babá, Supernany, Adolescentes Rebeldes e outros. E me pergunto se aquelas situações são de fato como são, ou é exagerado para ter audiência, não sei ao certo, mas me assusto com o comportamento dos pais e filhos. Mas uma certeza  tenho ao assisti-los: O comportamento dos filhos é fruto das escolhas e comportamento dos pais.
Em algum momento da história, os pais perderam o equilíbrio entre amor e limites, entre autoridade e poder. E esse desequilíbrio gera nos filhos uma autossuficiência e uma habilidade de se manter no controle.
Acredito que esse desequilíbrio é fruto do relacionamento que os pais de hoje tiveram com seus pais, e os pais dos pais tiveram com seus pais... Uma relação que influencia nos pais que somos como falei na postagem  "Como os nossos pais".
Sabe-se que as revoluções que o mundo passa também interfere diretamente nas famílias. Outrora os pais eram mais rígidos, os filhos deram seu grito de “liberdade”, por se sentirem reprimidos.  Muitos deles criaram seus filhos com mais “liberdade”, gerando na próxima geração um misto de rigidez e liberalismo, que resultou nesse desequilíbrio que estamos hoje.
Por outro lado, a globalização trouxe um desejo desenfreado pelo consumismo, e pela falsa ideia de felicidade. Com ela o mundo corporativo ficou mais competitivo e os pais precisaram se enquadrar, para acompanhar e sobreviver na carreira. E a cultura do ter foi tomando um espaço maior que o ser, nas vidas das famílias. Causando um desequilíbrio entre os limites e o sentimento de culpa, gerado pela ausência em casa.
Portanto, esse desequilíbrio trouxe aos pais, de hoje, certa insegurança com relação ao modo de educar seus filhos e gerou uma busca desenfreada por recursos que os ajudem a resgatar esse equilíbrio, gerando no mercado uma oportunidade de negócio. Então a educação dos nossos filhos passou a alimentar o comércio, as indústrias, as livrarias, a mídia...
Talvez seja o momento de parar e repensar que tipo de educação e de valores estamos dando aos nossos filhos. Se perguntar que tipo de pais somos, e qual a influência que o nosso comportamento vai gerar nas escolhas dos nossos filhos e como as escolhas dos nossos filhos vão influenciar no mundo em que vivemos ou que eles viverão.
Portanto, sempre é tempo de recomeçar e o momento é agora. O comportamento dos nossos filhos dá pistas se as nossas escolhas e o nosso comportamento, enquanto pais está precisando ser revisto e tomar uma nova direção.
Pais, lembremos sempre: O mundo não educa, quem educa somos nós. Com coragem, suor, cansaço, empenho, trabalho, reflexão, redirecionamentos, limites e principalmente, com a construção da consciência dos nossos filhos para a importância do nosso papel e dos limites necessário na educação!

Avante,
Amelia Aguiar.

Comentários

  1. Em algum momento da história, os pais perderam o equilíbrio entre amor e limites, entre autoridade e poder. E esse desequilíbrio gera nos filhos...

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