Essas frases viraram desculpa, muitas
vezes, para falta de limites aos filhos, para falta de um diálogo, de um
relacionamento mais profundo, para as lacunas que foram criadas no seio das
famílias.
Bom, podemos ter nascido em outra geração,
mas acompanhamos essa geração, pois não morremos, não ficamos presos no
passado, e nosso papel como pais é conduzir nossos filhos no momento presente e
não no "momento passado".
Não temos nossos filhos para que eles
"dominem" o agora, para que cresçam como reis do lar ou do mundo, não
deixemos que eles pensem que são melhores porque são novos e antenados, pois só
vai fazer com que eles nos ignorem, ignorem nosso papel de educador, de pai e
de mãe.
Por falar em papel de pai e mãe, qual será
ele? Será que temos a consciência da grandeza desse presente? Será que estamos
seguros com relação a ele? Ou será que somos pais e mães com a mentalidade
ainda de filhos e com algumas frustrações trazidas daquela fase. Não que
deixamos de ser filhos, mais ser filhos não é a única coisa que somos!
Quando tive meu primeiro filho, pensava:
Poxa, passei a vida toda sendo filha e só sei ser filha, e ninguém nos prepara
pra ser pai e mãe, e agora?
Mas hoje vejo que somos preparados pra ser
pai e mãe, pois somos o reflexo da educação que recebemos. A diferença está no
valor que demos aos nossos pais, a consciência que tínhamos de seu papel em
nossas vidas, o respeito construído nesse relacionamento, a admiração, a
gratidão, o valor e o desejo de repetir e aprimorar a educação recebida, ou muitas
vezes de fazer diferente. Mas eles são a "nossa escola", pois miramos
eles quando vamos educar nossos filhos. Seja para repetir ou para mudar!
Então a nossa responsabilidade é ainda
maior, pois vai influenciar os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos e
por aí vai!
Entretanto, tudo parte da consciência do que
somos, e da construção da consciência dos nossos filhos, do que eles são no momento
presente: Filhos!
Portanto, não existe geração melhor ou
pior, existe o momento presente. Somos todos partes do momento presente e neles
somos os pais e nossos filhos, são os filhos.
Fica a sugestão: Refletir a influência que
nossos pais têm sobre os pais que somos!
Com carinho de mãe,
Maria Amelia Aguiar.

Quando tive meu primeiro filho, pensava: Poxa, passei a vida toda sendo filha e só sei ser filha, e ninguém nos prepara pra ser pai e mãe, e agora?
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