Ontem comecei a ler o Livro de Gênesis, que faz parte do Pentateuco - os cinco primeiros livros da Bíblia - esses cinco primeiros livros também são chamados de Torá (Lei) pelos Judeus, que servem de diretivas para o povo nas diversas etapas da sua história.
Lá encontramos a mãe de todos os males que é a auto-suficiência do homem. Deus depois que cria tudo e vendo que tudo é bom, cria também o homem e mulher para cuidar de toda sua obra nela viver e dela sobreviver, chegando assim ao ponto mais alto da criação, digamos que nós somos a obra-prima de Deus na criação, pois, o homem foi criado a sua imagem e semelhança.
E na criação do mundo e da humanidade Deus imprimi sua marca:" E viu que era bom...".Quando Deus confia ao homem o mundo, faz uma advertência - como todo pai faz ao filho, pois só deseja o bem do filho - que ele, sendo criatura," respeite com confiança o limite intransponível, que o homem como criatura deve livremente reconhecer".
Entretanto, o homem abre caminho para o mal na humanidade, por meio da sua auto-suficiência, a chamada mãe de todos os males "que são apenas consequência dela". Dessa forma o homem rompe com Deus e com seu projeto para a humanidade de "liberdade e vida para todos", e cria seu próprio projeto: " liberdade e vida pra si mesmo". Adão introduz no coração do homem a dualidade entre bem e mal, entre humano e divino.
E pensando em um projeto pra si mesmo o homem traz pro seio da humanidade a consequência da auto-suficiência: Egoísmo, individualidade, escravidão, morte, opressão, violência, rivalidade e competição, exploração ao invés de partilha, ambição e muitos outros problemas que nós conhecemos muito bem. Desta forma, distorcem-se as relações dos homens entre si, com a natureza e com Deus.
A auto-suficiência do homem, que rompe com a fraternidade, distancia ele de Deus, e se distanciando de Deus que é fonte de vida e amor, ele perece e morre.
Sendo assim, a fraternidade, fruto do relacionamento com Deus, é a chave de uma Nova Humanidade.
Eu, Maria Amelia Aguiar, creio nessa Nova Humanidade!
Maria Amelia Aguiar - 11 de julho de 2013.

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